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Mais de 650 práticas concorrem ao Prêmio Innovare

O 15º Prêmio Innovare recebeu 654 inscrições. São Paulo é o Estado campeão de práticas inscritas (73 trabalhos), seguido por Rio de Janeiro (56), Minas Gerais (46), Maranhão (44) e Distrito Federal (37). Foram apresentadas 88 iniciativas na categoria “Tribunal” e 72 na categoria “Juiz”. Os premiados serão conhecidos em dezembro, em cerimônia no STF (Supremo Tribunal Federal). Do total, 174 práticas têm como objetivo principal criar mecanismos para o combate à corrupção, tema que dará direito a um prêmio destaque este ano. A categoria com maior número de inscritos (229) foi “Justiça e Cidadania”, que é aberta a profissionais de todas as áreas do conhecimento. Leia também: TJ-RJ lança site mais moderno e funcional No Dia das Mães, Globo Comunidade debate adoção com Sérgio Ribeiro Ministro do STJ e juízes debatem independência judicial As categorias “Tribunal”, “Ministério Público” e “Advocacia” superaram o número de inscritos dos dois anos anteriores. Veja abaixo os inscritos por categoria: Justiça e Cidadania: 229 Ministério Público: 144 Tribunal: 88 Advocacia: 88 Juiz: 72 Defensoria Pública: 33 Desde 7 de maio, os consultores especializados do Innovare fazem visitas para verificar as práticas. No total, 23 advogados colaboram com o Prêmio em todo o Brasil. Eles entrevistam os responsáveis pelas iniciativas, acompanham a rotina do trabalho concorrente e observam pontos importantes como a eficiência, qualidade, criatividade, exportabilidade (capacidade de reprodução em outros locais), satisfação do usuário, alcance social e desburocratização. As práticas recebidas na categoria “Justiça e Cidadania” são visitadas pelo Instituto Datafolha. “Essa fase é um diferencial do Instituto Innovare pois verifica in loco como a prática funciona e isso traz segurança aos jurados, na hora em que formam seu convencimento. O trabalho de visitação dá credibilidade ao Prêmio, porque comprova pessoalmente como cada uma das práticas inscritas está funcionando”, explica a coordenadora do Prêmio, Raquel Khichfy. Somente após esta visitação, as práticas são reunidas para apreciação pela Comissão Julgadora, composta por ministros do STF e STJ, desembargadores, juízes, promotores, defensores, advogados e outros profissionais de destaque interessados em contribuir para o desenvolvimento do Poder Judiciário. Judiciário do Rio já venceu cinco vezes 2007 – Murilo Kieling – “O Juizado Especial Criminal como Garantia de Segurança para o Cidadão-Consumidor-Torcedor” 2008 – TJ-RJ – Projeto que garantia ajuda de custo a peritos que atuam em processos em que há gratuidade de justiça 2011 – Marilene Melo Alves – “Programa de Mediação em Comunidades Atendidas pelas Unidades de Polícia Pacificadoras – Upps” 2014 – Adriana Ramos de Mello – “Projeto Violeta” 2015 – Sérgio Luiz Ribeiro de Souza – “Apadrinhar” Em 2017, o projeto “Criando juízo – Uma rede de apoio à cidadania por meio da aprendizagem”, do TJ-RJ, ganhou menção honrosa na categoria “Tribunal”. Prêmio Desde 2004, o Prêmio Innovare contribui para estimular e disseminar práticas que colaboram para aprimorar a Justiça brasileira. Ao longo dos anos, 175 trabalhos foram premiados entre as mais de 6 mil práticas inscritas em temas como acesso à Justiça, informatização, desburocratização, garantia de direitos, Sistema Penitenciário e apoio à criança. A premiação é mantida pelo Instituto Innovare, uma associação sem fins lucrativos, com a parceria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), com o apoio do Grupo Globo.
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